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Nove de abril apresentou-se como o Dia D para as escolas, aguardado com enorme expectativa por todos, principalmente pelos atores e suas comunidades educativas, dada a importância das decisões que seriam anunciadas no final do Conselho de Ministros por António Costa. Não desiludiu!

Reiterei publicamente que, quaisquer que fossem as determinações assumidas, um critério deveria ser observado como prioritário: Saúde, Saúde, Saúde! E, nesse sentido, era necessário não só rever o calendário de exames nacionais - verdadeiros Donos Disto Tudo!, a força gravitacional que define, quase sempre, o eixo decisório -, mas também dar resposta a três questões que se impunham: realização ou não das provas de aferição (2.º, 5.º e 8.º anos), das provas finais de 9.º ano (português e matemática) e da avaliação do 3.º período. Pretensões satisfeitas!

"Como novidade surge a #escolaemcasa,
numa intenção notória de esbater
os constrangimentos sentidos
por quem não tem em casa
computador e/ou ligação à net."


Incidi as minhas chamadas de atenção sobre quatro aspetos essenciais, a merecerem particular ponderação pelos especialistas, perspetivando-se eventual regresso às escolas: tamanho das turmas, elevada taxa de concentração de pessoas nesses espaços, idade dos professores (sobretudo do ensino secundário) e dos funcionários, integrando grupos de risco e, por último, a recusa de muitos pais em deixarem os seus filhos voltar à escola este ano. Alertas considerados!

Adiada está, por ora, a decisão de reabertura das escolas, que, a acontecer, ficará circunscrita aos alunos do 11.º e 12.º anos, e às aulas das 22 disciplinas em que haverá exames, o que requererá reorganização das salas de aula e espaços comuns, atendendo ao distanciamento social recomendável, e precaução em relação aos fatores que configuram risco (doenças, idade avançada, etc.) para professores, pessoal não docente e alunos. As faltas dos alunos serão justificadas sem ativação do devido procedimento burocrático. Prudência!

 

"O governo caminha
de forma assertiva e
corajosa no combate ao vírus."


Certo é que as aulas à distância continuarão a decorrer no 3.º período letivo para todos os anos de escolaridade. Como novidade surge a #escolaemcasa, numa intenção notória de esbater os constrangimentos sentidos por quem não tem em casa computador e/ou ligação à net, limitações geradoras de desigualdades que as escolas procurarão combater através de ações articuladas.

O governo caminha de forma assertiva e corajosa no combate ao vírus, mas está obrigado a não baixar a guarda, porque a meta ainda é longínqua e o percurso sinuoso. O sucesso depende do comportamento de todos nós, na missão assumida de "achatar a curva", diminuindo o número de infetados diários, premissa que dita o parecer dos especialistas e a decisão (política) futura do primeiro-ministro. Porém, a palavra de ordem deve continuar a ser: Saúde, Saúde, Saúde! Aguardemos!

* Professor; diretor; presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas

 

TSF
13 Abril, 2020
https://www.tsf.pt/opiniao/saude-saude-saude-12062641.html

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