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Convocatória Assembleia Geral - 30 de Junho 2020

22 Jun. 2020

ASSEMBLEIA GERAL Nos termos do n.º 2 do artigo 12.º dos Estatutos da Associação Nacional de...

VIII Convenção Nacional

21 maio 2020

É já no próximo dia 6 de junho de 2020 que se realiza a VIII Convenção Nacional da FNE (Federação...

Ofício da ANDAEP enviado ao ME - abril 2020

29 Abr. 2020

Assunto: Implicações das consequências do Covid-19 no decurso do 3.º período letivo e no ano...

Mensagem Conjunta FNE, CONFAP e ANDAEP

27 Abr. 2020

O eventual regresso dos alunos às escolas, no presente ano letivo, só deverá acontecer, na opinião...

Heróis!

27 Abr. 2020

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Educação na quarentena

24 Abr. 2020

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Oportunidades I: digital

24 Abr. 2020

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13 Abr. 2020

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António Costa promete que, entre os alunos, a desigualdade no acesso ao mundo digital vai acabar já a seguir

13 Abr. 2020

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Filinto Lima
Professor e Diretor.
Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas

Para evitar a actual avalanche de tarefas pedagógicas, a solução passa pelo figura preponderante do diretor de turma, enquanto mediador entre alunos e os seus professores.

Para evitar a actual avalanche de tarefas pedagógicas, a solução passa pelo figura preponderante do diretor de turma, enquanto mediador entre alunos e os seus professores.


Decorrida que está a primeira semana atípica de aulas, apesar de a classificar de positiva, importa trazer à colação duas evidências que receio poderem ser descuradas e que exigem reflexão aprofundada num futuro próximo.

1. Pais à beira de um ataque de nervos

O entusiasmo inicial dos docentes fez com que se verificasse uma avalanche de tarefas pedagógicas dirigidas aos alunos e que gerou imensas dificuldades no acompanhamento proporcional por parte dos pais e encarregados de educação, pelos prazos apertados para a sua realização e posterior devolução. E houve quem estranhasse, questionando a quantidade de matéria que faltava dar a duas semanas do fim do 2.º período.

Cumpre esclarecer que as atividades escolares destinadas aos alunos não se enquadram no âmbito do tradicional trabalho para casa, tendo-se procurado recriar ao máximo a dinâmica de sala de aula. Contudo, percecionaram-se alguns exageros, sobretudo a partir do 5.º ano. Nos dois anos iniciais do 1.º ciclo, o professor, em monodocência, consegue dosear melhor a quantidade de tarefas a solicitar aos alunos, tendo de articular, nos 3.º e 4.º anos, somente com a professora de Inglês. Assim, a solução para o constrangimento que se verificou nos anos subsequentes passará pelo figura preponderante do diretor de turma, enquanto mediador entre alunos e os seus professores, definindo em conjunto critérios, fazendo chegar os trabalhos das diferentes disciplinas, em consonância com a carga horária semanal, acordando prazos e horários de entrega razoáveis.

 

2. Educação à distância vs. ausência de novas tecnologias

Nos últimos dias, deparamo-nos com a coexistência de realidades muito distintas dentro da mesma comunidade educativa:

a) A educação à distância reafirmou aquilo que todos sabemos: há lares sem computadores, sem rede internet, sem tablets, encontrando-se estes alunos limitados no acesso ao ensino e impossibilitados de progredirem nas suas aprendizagens;

b) De um dia para o outro, o número de computadores existentes em cada lar tornou-se insuficiente, pelo facto de passarem a ser utilizados, em simultâneo, por duas, três, quatro, cinco pessoas, com as crianças e jovens da casa a realizarem as tarefas escolares e os adultos em teletrabalho, inexistindo recursos físicos para toda a família;

c) Os professores foram deixando nas escolas tarefas em suporte de papel para os pais e encarregados de educação levantarem, possibilitando a sua realização pelos seus educandos, solução generosa, mas impossível de praticar após declaração do estado de emergência.

Os novos cenários que se nos impõem abrem janelas de oportunidade de enorme significância, dado que legitimam a relevância que o digital assume no presente de todos nós, sobretudo na forma como, tendencialmente, se afirmará como lugar comum no nosso futuro.

Senão, vejamos. O anterior Governo Constitucional (XXI) direcionou a “Modernização Administrativa” para a alçada do Ministério da Presidência, dando sinais de querer impulsionar esta área; talvez por não se terem sentido, pelo menos na Educação, as consequências progressistas expectáveis, o atual Governo decide autonomizar e ampliar num mesmo ministério a “Modernização do Estado e da Administração Pública” e aglutina a “Transição Digital” ao tradicional Ministério da Economia.


Filinto Lima
Professor e director; presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas

 

Público
23 de Março de 2020
https://www.publico.pt/2020/03/23/sociedade/opiniao/ataque-nervos-digital-1908902

Aconteceu!

2.º Congresso das Escolas - A Pedagogia das Escolas

Congresso para discutir pedagogia organizado pelas associações de diretores de escola portugueses, com o apoio da Fundação Gulbenkian.

14 e 15 Novembro • Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa

 

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